Num clima de espiritualidade que transpira Congonhas, Patrimônio Cultural da Humanidade, terra de religiosidade, arte e trabalho, presenciamos a posse da nova Diretoria do Sindicon, eleita democraticamente pelos seus filiados.
Sentimos uma sensação de paz envolvendo os poderes Executivo, Legislativo e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais a partir dos discursos proferidos pelo ex-presidente Arnaldo, pelo Marcos Vicente, o Tico, presidente empossado, pelo Prefeito Cabido, referendado pelo advogado do Sindicon.
Pareceu-me que o Bom Jesus atendeu as aflições dos servidores após uma Via Crucis de problemas e sofrimentos, restando-nos admirar as telhas feitas nas coxas dos escravos, as eiras e beiras das casas coloniais.
Ao passar pelos profetas e os observarmos, imaginamos que eles também transpiravam segredos sobre os servidores impregnados de minério e de fé, muitos mutilados pelas injustiças de certas administrações (talvez querendo imitar o Mestre Aleijadinho em sua primeira obra em pedra sabão).
Tivemos a impressão de estarem nos alertando sobre a bela oratória do Senhor Cabido e perguntando se o concedido aos servidores não teria sido ajuste em cima de salários deveras defasado desde 2005, quando, segundo o próprio Prefeito, estava muito aquém da realidade merecida legalmente pelos servidores?
Não estariam os profetas também falando que as minas da Casa de Pedra e a Fábrica (ex-Patriótica), leia-se Vale, são grandes fontes de renda para a municipalidade e, portanto, poderiam os servidores participar do Plano Plurianual, da Lei de Diretrizes Orçamentárias,da LOA e adequarem os orçamentos para educação de qualidade, saúde melhorada, meio ambiente melhor preservado e salários dos servidores mais compatíveis com a riqueza da cidade?
Interessante que percebemos na comunicação entre os profetas Joel, Anaun, Habacuc, Ezequiel, Jeremias o vaticínio do fim dos tempos: o juízo final para os políticos corruptos e para os corruptores, para aqueles que poluem o meio ambiente e arruínam com as nascentes, para os malfeitores dos sindicatos e os traidores da cidade.
Daniel queria nos dizer que interpretou os sonhos dos servidores e decifrou as maracutaias de certos elementos; Oséias, Amós e Daruc dizendo que vão iluminar os caminhos da diretoria empossada para acompanhar os passos da Administração, de olho nas passagens de leis no Legislativo; Jonas parecendo afirmar que não vale a pena o servidor apenas cumprir o castigo de ficar retido, escondido nas entranhas dos prédios públicos sem participar das decisões importantes e influenciar nos resultados para a sustentabilidade.
À nova Diretoria empossada desejamos Fé Sempre!
Contem conosco.
Prof. Silvério do Prado,
Assessor Educacional da FESEMPRE






