08.02.2012

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PRESIDENTE DO SINSERCA TEM LIBERAÇÃO CASSADA

Em golpe desleal contra o Sindicato e servidores da cidade, Prefeitura de Capelinha suspende mandado de segurança que concedeu a Vicente Cordeiro direito ao pleno exercício de mandato sindical. Sindicalista acusa gestores de jogarem servidor contra a entidade.

Felipe Assis - FESEMPRE
02/09/2010 • 15:35


Vicente Cordeiro está revoltado com os empecilhos que a prefeitura coloca para sua gestão no SINSERCA.


O município de Capelinha vem usando métodos de ditadura contra os servidores e a entidade que os defende. O SINSERCA, depois de longos anos de batalha, obteve na Justiça a liberação de seu presidente, Vicente Cordeiro, para exercício de mandato sindical.

 

O que ninguém esperava é que o município, de forma tão truculenta, entrasse com efeito suspensivo do mandado de segurança concedido, na mais clara intenção de dificultar os trabalhos da entidade.

 

Por hora, Cordeiro terá que exercer as suas funções de servidor, prejudicando mais uma vez a categoria, que até o julgamento no TJMG não terá o líder sindical integralmente na defesa dos seus direitos e em busca de projetos que proporcionem melhorias.

 

“O prefeito Pedro Vieira e sua corja mostraram mais uma vez que não são administradores, e sim ditadores em Capelinha. A arrogância é tanta que um tratorista da localidade de Chapadinha entrou chorando no Sindicato, devido aos maus tratos que sofreu do secretário de Agricultura. Outra servidora também chorou dentro da entidade, devido às agressões verbais da secretária de Saúde”, lamenta o presidente do SINSERCA.

 

Para Cordeiro, a prefeitura quer destruir o Sindicato e não medirá esforços para tanto. “Eles tentam manipular os servidores para jogá-los contra o SINSERCA. Agora andam dizendo que a ação movida pela FESEMPRE contra o município de Capelinha cobrando a contribuição sindical retroativa há cinco anos terá impacto no bolso do servidor, antes mesmo de saber se a justiça vai determinar o repasse com ou sem desconto na folha”, acusa.

 

Imposto fomenta o sindicalismo

 

Conforme o Departamento Jurídico da FESEMPRE, a contribuição é descontada compulsoriamente de todos os trabalhadores formais do país, inclusive do servidor público. Portanto, a prefeitura é obrigada a repassar tal montante ao SINSERCA, que é representante legítimo dos servidores da cidade, em primeiro grau. Este, por sua vez, deve repassar parte da verba às entidades de grau superior (40%), conforme o Sistema Confederativo da Representação Sindical.

 

“O imposto sindical é que fomenta o movimento, que permite o pagamento de encargos das entidades que defendem o trabalhador. Sem ele, o sindicalismo não sobrevive”, defende dr. Marcos Penido, advogado da FESEMPRE.

 

Cordeiro garante que a preocupação dos gestores é com o crescimento da entidade e não com o bolso dos servidores. “Há muitas irregularidades por aqui, com trabalhadores se deslocando de Chapadinha e Palmital tendo de pagar transporte e alimentação do bolso, descontando do salário já miserável, comprometendo até a sobrevivência de suas famílias. Infelizmente, o coronelismo impera por aqui”, complementa ele.

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